segunda-feira, 26 de setembro de 2016

manhã

amanhe céu,
ouço som dos pássaros,
não dos carros,
a prova de um vento
que corre e tá gelado,
os poros que arrepiam
pêlos que se
apresentam asteados
representados
quente, doce
sangue, o fervo
passa pelos vasos
espaçados
que como essa pupila
acompanhante estado
delata quem dilata
logo a fuga lógica
do enlatado,
em pensamentos

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ras cú nho

e se a gente de repente
se encontrar

num sonho lúcido,
no bar dos fundos

sei lá,
vamos tentar?

no lado oposto ao que foi posto
desde já
na contramão do que vivemos
somos o que cremos

nesse sonho
podemos voar

correr, cantarolar
e despencar
o risco q teremos se resume
babar, roncar ou acordar

e ver q isso
tudo foi mentira,
menina
me diga,
q há
ess'energia
nesse ar

e só
pensar
e só
pensar

senti a chuva
senti a culpa
o corpo
e a alma
arrepiar
a compreensão
do elo entre
a fisica,
a quimica,
e a prova
habil
idade
matemática

terça-feira, 13 de setembro de 2016

s'ex põe



poucas palavras andam cortando mais q navalhas, 
daquelas enferrujadas, que deixa algo além de marcas.
num silêncio que corteja, suplica por algo presente no nada, 
sobra sangue e ferimentos
isso quando não estanca, né
de tão contínua chega a criar casca, 
nesse tal de tempo, corre o resto da esperança
bendita seja a droga natural pra tudo e todos
q venha como injeção - tipo vacina -
traz efeito imediado, nem mais
nem menos, diluído, agregado
intoxicado, pica logo isso 
corra como aquele jamaicano nesses vasos
são 2, 3, 4, 100 mil metros quadrados
que mesmo qd não há força
pulse e abra alas pra qualquer recado
em doses multiplas e circulares
salta e faz alguns back twister carpado 
'ó, veja um curado!'
não importa, alias, 
agora nada importa
só passa, vai..
deixe sua marcas
lembranças, virtudes, lambanças, histórias, 
derrotas, vitórias, sei lá
deixa qualquer coisa, só deixa
sou avesso a competição, mesmo
nessa raia basta um rastro 
que inflame alguma disputa
como uma mídia que incita casos
entre o medo, a inseguro, 
a ânsia e a coragem

segunda-feira, 12 de setembro de 2016



o só
nem é tão só assim,
já se ligou?
três elementos
que expressam 
um sentimento 
não condizente
com a situação
que se propõe
o 'ésse' que se agarra ao 'ó'
que acentuado, 
traz vida, volume 
um grito figurado, 
fuga de qualquer
possibilidade
vai que algo
ou uma vogal
solta e se
perde no 
tempo, espaço 
opaco
maltrato,
silêncio e respiros
num ato
analisado
por quem 
se sente mais
solitário
que esse
só aí

quinta-feira, 2 de junho de 2016

o fardo é foda


tô de saco cheio das coisas
dos atos e fatos do cotidiano
mórbido por traz de tanta 
competição alheia.
cansei de acreditar que a fuga
dessa grande babilônia está
na mata, nos campos, 
na mudança exterior.
é o que todos pensam e o que 
muitos planejam, talvez 
encontrei nisso, uma brecha
pra tamanha falta de entusiasmo
uma fuga fictícia, encenada,
graças ao culto ao cult,
falta tato, sobra farsa
a pedra da selva está tanto aqui
quanto ali, isso mesmo, nos campos
na mata, por isso tamanho cansaço
o falso zen se apoia em filosofias
e fotografias, quanto vale a pose?
uma cena e tudo que era frio se torna quente,
"CORTA", esfria nova mente.
geração ecovila, que pensa na mata, na vida, 
mas se perde em agonias, 
qd o próximo questiona o seu próprio papel nessa grande vila.
se difere-se pra ser diferido, visto como um ciso, 
tá ali por que? pra que? o que?
eu julgo, tu julgas, eles apontam, condenam e pelo poder, 
usam da violência ao humor. 
se falta argumentos, sobram piadas, 
pra que serve a razão quando se há apoio em religião?


...ao som ensurdecerdor do silêncio

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

cicatriz



ahh
se foi 
devagar
como
quem
fosse
ali, 
sem 
pedir
distrair
sem se
despedir

e o
que 
restou
está 
aqui
nude
do que
achou
sentir
ou
ir 
ou
vir
ou,
cicatriz