me forço a escrever aqui,
buscar em alguma que eu senti
pensar, escrever pra um dia voltar e refletir
o tempo passa, né mesmo..
nessas horas que vejo a utilidade de se ter algum lugar pra registrar
vai que um dia eu vou, isso vai ser o que me resta
mesmo que seja segredo
que eu acho que a ninguém interessa
não tenho pressa
vou estar aqui
seja com arte, com bad trips,
erros de português
esse sou eu
se sou um pedaço de você
bem provável que se identifique
não que eu espero
não que eu queira isso
não desejo a ninguém ser o que sou
sabe por que?
porque até hoje me encontro em conflitos comigo mesmo
é louco mas sinto que toda vez que admito isso eu me aposso disso
não que seja bom, mas..ignorar também não adianta nada.
então o que dá pra fazer?
vir aqui,
quando já não há vontade de abrir o caderno
de pegar a viola, de rimar alguma história..
ainda não li as frases acima, se tem ou não coerência, coesão
nossa, como já me preocupei com isso
hoje me preocupo com o que ando sendo
pensando, vivendo e ainda passando o tempo escrevendo
domingo, 10 de setembro de 2017
quinta-feira, 15 de junho de 2017
phillknóico
hoje não tem rima,
hoje não tem poesia,
hoje eu só tenho desabafo
quase sempre nem eu me aguento
por isso já não me resta estímulos
pra ouvir conselho dos amigos
poucos por sinal
pq não me resta coragem
pra conversar,
sempre as mesmas coisas
as mesmas nóias
é pior que repetir piada
alias, elas me abandonaram
me sinto tomado pela paranóia
embora tenha medo
só de ver essa palavra
quanto mais ousar admiti-la
acho que admitir esses problemas
assim como a depressão
a esquizofrenia
é uma forma de se vestir com ela
o que as vezes não é
passa a ser
basta acreditar e se vestir
por isso quero estar nú
por isso estou aqui
tentando tirar cada peça de medo
sinto frio e mesmo assim suo
parece que o suor é uma resposta
o corpo no limite de tensão
tensão psicológica
li alguns sintomas da paranóia
me assustei, reluto a pensar
achar, mas me vi ali
então, o que fazer?
já me escondi nas ervas
nas palavras, desenhos
comprei até uma caixa de lapis
12 cores, frias, quentes
tá ali, na gaveta
e daí, arte salva?
ou só se tornou um encosto
pros lamentos, pras bads
pras maquiagens e máscaras?
sei não, viu..
a ideia é de que sou perseguido
por mim, pela minha sombra
pela minha própria bosta
de escolhas e consequências
que me cagou o psico
merda, pq uma tosse ja me tira do sério?
pq essa inferioridade crônica?
de falar em crônica, pq tanta dor?
pq tanta desconfiança?
pq?
pq?
pq?
pq?
pq?
como?
como acho uma saída?
e olha que ainda tenho privilégios
tenho família
tenho o amor da minha família
tenho a chance de sonhar
de viver o que desejei
e agora me vejo assim
fraco, desiludido
fodido e sem ao menos coragem
pra desabafar
por isso aqui estou,
blog secreto, semi secreto
sei lá, não divulgo..
estranho, né? mas preciso disso
pra mim, não pra vocês
é tão vergonhoso que
não conseguiria me admitir
nem a terapia, de quase um ano
eu me respondo
só encontro a fossa
o esgoto por trás dessa capa
talvez por isso tanto bafo
é horrível carregar esse peso
de me olhar e me sentir mal
incapaz, menor que todos vocês
é estranho parecer ser tão bom
enquanto nem eu mesmo sinta isso
me sinto uma mentira
uma mentira de mim mesmo
preso nesse mar de angustia
que me resseca, me salga
e me racha a cara
maré alta de ressaca
socorro Eu
socorre eu
só corro
em voltas
e volto
cansado?
cansei?
deixa eu vomitar
hoje não tem poesia,
hoje eu só tenho desabafo
quase sempre nem eu me aguento
por isso já não me resta estímulos
pra ouvir conselho dos amigos
poucos por sinal
pq não me resta coragem
pra conversar,
sempre as mesmas coisas
as mesmas nóias
é pior que repetir piada
alias, elas me abandonaram
me sinto tomado pela paranóia
embora tenha medo
só de ver essa palavra
quanto mais ousar admiti-la
acho que admitir esses problemas
assim como a depressão
a esquizofrenia
é uma forma de se vestir com ela
o que as vezes não é
passa a ser
basta acreditar e se vestir
por isso quero estar nú
por isso estou aqui
tentando tirar cada peça de medo
sinto frio e mesmo assim suo
parece que o suor é uma resposta
o corpo no limite de tensão
tensão psicológica
li alguns sintomas da paranóia
me assustei, reluto a pensar
achar, mas me vi ali
então, o que fazer?
já me escondi nas ervas
nas palavras, desenhos
comprei até uma caixa de lapis
12 cores, frias, quentes
tá ali, na gaveta
e daí, arte salva?
ou só se tornou um encosto
pros lamentos, pras bads
pras maquiagens e máscaras?
sei não, viu..
a ideia é de que sou perseguido
por mim, pela minha sombra
pela minha própria bosta
de escolhas e consequências
que me cagou o psico
merda, pq uma tosse ja me tira do sério?
pq essa inferioridade crônica?
de falar em crônica, pq tanta dor?
pq tanta desconfiança?
pq?
pq?
pq?
pq?
pq?
como?
como acho uma saída?
e olha que ainda tenho privilégios
tenho família
tenho o amor da minha família
tenho a chance de sonhar
de viver o que desejei
e agora me vejo assim
fraco, desiludido
fodido e sem ao menos coragem
pra desabafar
por isso aqui estou,
blog secreto, semi secreto
sei lá, não divulgo..
estranho, né? mas preciso disso
pra mim, não pra vocês
é tão vergonhoso que
não conseguiria me admitir
nem a terapia, de quase um ano
eu me respondo
só encontro a fossa
o esgoto por trás dessa capa
talvez por isso tanto bafo
é horrível carregar esse peso
de me olhar e me sentir mal
incapaz, menor que todos vocês
é estranho parecer ser tão bom
enquanto nem eu mesmo sinta isso
me sinto uma mentira
uma mentira de mim mesmo
preso nesse mar de angustia
que me resseca, me salga
e me racha a cara
maré alta de ressaca
socorro Eu
socorre eu
só corro
em voltas
e volto
cansado?
cansei?
deixa eu vomitar
sábado, 15 de abril de 2017
:/
a um passo do desespero
falta de sossego, difícil mesmo
é conseguir manter a cara
boa, aquela mesma do começo
me achava forte
e agora reconheço
que não sou nada
de novo e que isso
não é algo q'eu mereço
saí da minha casa mais cedo
deixei minha mãe chorando
com dor e esperança no peito
meu sentimento agora
é de frustração, parcêro
perdido na batalha,
vendo a confiança e
o auto estima se abalar
por causa de dinheiro
hoje voltei pra casa
sem pagar as contas
a poesia é concorrida
vence a que tá pronta
mais minhas não se apronta
as minhas somente confrontam
falta de sossego, difícil mesmo
é conseguir manter a cara
boa, aquela mesma do começo
me achava forte
e agora reconheço
que não sou nada
de novo e que isso
não é algo q'eu mereço
saí da minha casa mais cedo
deixei minha mãe chorando
com dor e esperança no peito
meu sentimento agora
é de frustração, parcêro
perdido na batalha,
vendo a confiança e
o auto estima se abalar
por causa de dinheiro
hoje voltei pra casa
sem pagar as contas
a poesia é concorrida
vence a que tá pronta
mais minhas não se apronta
as minhas somente confrontam
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
macacu nú, desempregado
macaco nú
desempregado
nessa cidade
nesse Estado
isso é o Brasil
dentro dessa
esfera chamada
Terra
planeta ilha
poeira de um
universo de
versos que
poderia cantar
horas, só não
me peça pra
contar, eu
não sou
bom em
matemática
a água
representa
o drama,
num espanta
nem espera
de mim o
q se espera
parei num
ponto pera
e não saí mais
deixei de ser
o q era
pra ser o
que achei
ser uma
nova era
e agora?
ficar estático?
ou estatística?
confuso,
nem sei
se vale a pena
querer entender tudo
cada vez que busco
vivo mais em
meu casulo
taxado
entitulado
achado
e se achado
ignoravel
pelo contrário
to desempregado
repito como um
apito no seu
ouvido, viu?
cessando guerras
internas com
minha arte,
que além de
marginalizada
agora se encontra
desempregada
recém desestimulada
funcional
nesse momento
pra expulsar
as badtrip
que agora
pesa as minhas
pernas
e mais uma vez
me atrasa
nesse tempo
q passa e só para
quando a dor
mostra sua cara
desempregado
nessa cidade
nesse Estado
isso é o Brasil
dentro dessa
esfera chamada
Terra
planeta ilha
poeira de um
universo de
versos que
poderia cantar
horas, só não
me peça pra
contar, eu
não sou
bom em
matemática
a água
representa
o drama,
num espanta
nem espera
de mim o
q se espera
parei num
ponto pera
e não saí mais
deixei de ser
o q era
pra ser o
que achei
ser uma
nova era
e agora?
ficar estático?
ou estatística?
confuso,
nem sei
se vale a pena
querer entender tudo
cada vez que busco
vivo mais em
meu casulo
taxado
entitulado
achado
e se achado
ignoravel
pelo contrário
to desempregado
repito como um
apito no seu
ouvido, viu?
cessando guerras
internas com
minha arte,
que além de
marginalizada
agora se encontra
desempregada
recém desestimulada
funcional
nesse momento
pra expulsar
as badtrip
que agora
pesa as minhas
pernas
e mais uma vez
me atrasa
nesse tempo
q passa e só para
quando a dor
mostra sua cara
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
manhã
amanhe céu,
ouço som dos pássaros,
não dos carros,
a prova de um vento
que corre e tá gelado,
os poros que arrepiam
pêlos que se
apresentam asteados
representados
quente, doce
sangue, o fervo
passa pelos vasos
espaçados
que como essa pupila
acompanhante estado
delata quem dilata
logo a fuga lógica
do enlatado,
em pensamentos
ouço som dos pássaros,
não dos carros,
a prova de um vento
que corre e tá gelado,
os poros que arrepiam
pêlos que se
apresentam asteados
representados
quente, doce
sangue, o fervo
passa pelos vasos
espaçados
que como essa pupila
acompanhante estado
delata quem dilata
logo a fuga lógica
do enlatado,
em pensamentos
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
ras cú nho
e se a gente de repente
se encontrar
num sonho lúcido,
no bar dos fundos
sei lá,
vamos tentar?
no lado oposto ao que foi posto
desde já
na contramão do que vivemos
somos o que cremos
nesse sonho
podemos voar
correr, cantarolar
e despencar
o risco q teremos se resume
babar, roncar ou acordar
e ver q isso
tudo foi mentira,
menina
me diga,
q há
ess'energia
nesse ar
e só
pensar
e só
pensar
senti a chuva
senti a culpa
o corpo
e a alma
arrepiar
a compreensão
do elo entre
a fisica,
a quimica,
e a prova
habil
idade
matemática
se encontrar
num sonho lúcido,
no bar dos fundos
sei lá,
vamos tentar?
no lado oposto ao que foi posto
desde já
na contramão do que vivemos
somos o que cremos
nesse sonho
podemos voar
correr, cantarolar
e despencar
o risco q teremos se resume
babar, roncar ou acordar
e ver q isso
tudo foi mentira,
menina
me diga,
q há
ess'energia
nesse ar
e só
pensar
e só
pensar
senti a chuva
senti a culpa
o corpo
e a alma
arrepiar
a compreensão
do elo entre
a fisica,
a quimica,
e a prova
habil
idade
matemática
terça-feira, 13 de setembro de 2016
s'ex põe
poucas palavras andam cortando mais q navalhas,
daquelas enferrujadas, que deixa algo além de marcas.
num silêncio que corteja, suplica por algo presente no nada,
sobra sangue e ferimentos
isso quando não estanca, né
de tão contínua chega a criar casca,
nesse tal de tempo, corre o resto da esperança
bendita seja a droga natural pra tudo e todos
q venha como injeção - tipo vacina -
traz efeito imediado, nem mais
nem menos, diluído, agregado
intoxicado, pica logo isso
corra como aquele jamaicano nesses vasos
são 2, 3, 4, 100 mil metros quadrados
que mesmo qd não há força
pulse e abra alas pra qualquer recado
em doses multiplas e circulares
salta e faz alguns back twister carpado
'ó, veja um curado!'
não importa, alias,
agora nada importa
só passa, vai..
deixe sua marcas
lembranças, virtudes, lambanças, histórias,
derrotas, vitórias, sei lá
deixa qualquer coisa, só deixa
sou avesso a competição, mesmo
nessa raia basta um rastro
que inflame alguma disputa
como uma mídia que incita casos
entre o medo, a inseguro,
a ânsia e a coragem
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
só
o só
nem é tão só assim,
já se ligou?
três elementos
que expressam
um sentimento
não condizente
com a situação
que se propõe
o 'ésse' que se agarra ao 'ó'
que acentuado,
traz vida, volume
um grito figurado,
fuga de qualquer
possibilidade
vai que algo
ou uma vogal
solta e se
perde no
tempo, espaço
opaco
maltrato,
silêncio e respiros
num ato
analisado
por quem
se sente mais
solitário
que esse
só aí
quinta-feira, 2 de junho de 2016
o fardo é foda
tô de saco cheio das coisas
dos atos e fatos do cotidiano
mórbido por traz de tanta
competição alheia.
cansei de acreditar que a fuga
dessa grande babilônia está
na mata, nos campos,
na mudança exterior.
é o que todos pensam e o que
muitos planejam, talvez
encontrei nisso, uma brecha
pra tamanha falta de entusiasmo
uma fuga fictícia, encenada,
graças ao culto ao cult,
falta tato, sobra farsa
a pedra da selva está tanto aqui
quanto ali, isso mesmo, nos campos
na mata, por isso tamanho cansaço
o falso zen se apoia em filosofias
e fotografias, quanto vale a pose?
uma cena e tudo que era frio se torna quente,
"CORTA", esfria nova mente.
geração ecovila, que pensa na mata, na vida,
mas se perde em agonias,
qd o próximo questiona o seu próprio papel nessa grande vila.
se difere-se pra ser diferido, visto como um ciso,
tá ali por que? pra que? o que?
eu julgo, tu julgas, eles apontam, condenam e pelo poder,
usam da violência ao humor.
se falta argumentos, sobram piadas,
pra que serve a razão quando se há apoio em religião?
...ao som ensurdecerdor do silêncio
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
cicatriz
ahh
se foi
devagar
como
quem
fosse
ali,
sem
pedir
distrair
sem se
despedir
e o
que
restou
está
aqui
nude
do que
achou
sentir
ou
ir
ou
vir
ou,
cicatriz
terça-feira, 17 de novembro de 2015
ontem era rascunho, hoje serei conselho
Corro atrás da simplicidade sim! Simplicidade plena, das que te torna algo inerte de qualquer ofensa, de qualquer apego fútil. Buscar a paciência me traz lições diárias. Paciência em todos os sentidos. Nossos anseios podem ser estimulantes, mas quase sempre são nocivos. Ele atinge diretamente o nosso ego e quando nos envolvemos com isso, nadamos sempre em círculos. O que adianta ter tantos apegos materiais e não se sentir feliz de verdade? Gratidão não pode ser apenas quando estamos com dinheiro no bolso, mas sim, pelo simples fato de ter a chance de ter consciência do seu papel nessa missão. Sobrevivemos a essa babilônia todos os dias. Onde impera um capitalismo selvagem e competitivo. lá fora, a igualdade só é bonita no papel ou em algum bloco de notas, mas do que adianta tantas palavras e tantas contradições? Tantas verdades e tantas imposições? A humildade é humilhada diariamente pelas mesmas que compartilham teorias e mais teorias. Então só resta a mim, fazer o que posso. Cuidar da minha mente, do meu corpo e do meu espírito.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
com.(p) fusitor
não pense
que é fácil
descrever
dizer,
compreender
q'essa mensagem
hoje digitada
pode um dia ser
ouvida e disparada
basta algumas
almas identificadas
insegurança
transcrita
e expulsada
me traz uma viola
e fico até
mais tarde
preparado
pra alvorada
uma madruga
inteira, dividindo
sonhos e fumaças
ocupo a
minha cabeça
se não ocupo
o medo vem
da o ar
que é fácil
descrever
dizer,
compreender
q'essa mensagem
hoje digitada
pode um dia ser
ouvida e disparada
basta algumas
almas identificadas
insegurança
transcrita
e expulsada
me traz uma viola
e fico até
mais tarde
preparado
pra alvorada
uma madruga
inteira, dividindo
sonhos e fumaças
ocupo a
minha cabeça
se não ocupo
o medo vem
da o ar
da graça
objetivos
soltos
são
soltos
são
como pipas
avoadas
avoadas
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
barquinho
me vejo debaixo dessas nuvem cheio de lágrimas,
só que filtrada, dessas que
esfriam as ideia quando
cê se sente tocado pela água. logo vem o vento,
logo
fico 100%. talvez são coisas que só cabe ao
silêncio, percepção na busca de
conhecimento.
não desistir é a base do meu argumento, não
desistir de mim, amor
como antídoto pra todo
veneno. se adaptar, reaprender a está sozinho,
como enfrentar
o mar, munido só com meu barquinho.
buscar mais força, pros braços aguentar a remaria
toda. vai ser difícil, eu sei, quem
nunca sofreu com isso?
mas há caminhos, preenchido de novos sentidos,
lugares
pr'eu poder explorar, continuar, ter o que me
dedicar. Não vim pra pescar, vim
pr’encontrar o meu
lugar, só isso, sou disso e assim sigo, tá no meu signo.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
uma nota só
queria ser
uma nota só
que vibra
que diz a menina
sinta
e traz vida a viola
q'esquenta
ou esfria
só queria ser
esse simples tom
canção
um sopro,
num vão,
o vazio
preenchido
de questão
a trilha
d'um curta
de longa
emoção
a certeza
do sim
fortaleza
pr'um não
só, querer,
si dó,
ou um sol,
q'ilumina
mi estampa
ré compensa
lá fora
fá çanha
uma corda
pr'essa gente
que acorda
desperta
e certa
mente
sorri
ou chora
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
blackbird
há uma hora ouvindo os mesmos 2 minutos e 12 segundos e buscando abrigo na calmaria entre a voz e a viola de Paul McCartney, em 'blackbird'. n sei se é meramente instinto de um pássaro q sou, mas foi a primeira canção balbuciada em minha mente desde o início de mais um dia dessa rotina. a cada recomeço dessa canção, uma vibe diferente. ora dá vontade de chorar, outrora acalma..se bem q, em mim, choro muitas vezes ajuda a acalmar. infelizmente, ou felizmente, n to num lugar apropriado a isso, não q esse lugar exista, mas é q, como diz naquela canção, 'disfarço minhas fraquezas, mas só eu sei o q se passa na minha cabeça'. as vez cai umas lágrimas, tímidas, querendo vir como o mar q Moisés abriu, mas seguro, minha toca, meu mundo. me ponho no lugar desse pássaro preto, da canção, q ao meu ver, finalmente consegue alcançar sua liberdade. o problema é q eu me vejo engaiolado, entre grades de medos, q originam inseguranças e seus sinônimos. imagino quanta coisa n passou na cabeça desse bicho, enquanto esperava pela tão sonhada liberdade. E do, ainda menino, Paul? será q esse também era assolado e trancafiado pelos seus próprios medos? ao menos, pela ideia da música, simples, com apenas a sua voz e seu violão, me faz pensar o quão intimista essa história tem pra ele. afinal de contas, as pessoas podem ter uma ideia do q se passa na sua cabeça, mas certeza mesmo, só o próprio dono. não sei, também n me importa muito pensar no q passou ou deixou de passar na dele, sua mensagem foi disseminada, lá nos anos 60/70 e cá estou, em pleno ano de 2015 dixavando um pouco mais sobre essa música sob os reflexos da minha badtrip. numa das centenas de vezes escutada, me perguntei se algum dia esse pássaro preto, ao ver toda liberdade pela frente se perdeu nos labirintos que a mente constrói, quando n estamos com ela em paz. viajei mais, e até consegui enxergar esse pássaro cantando, da ideia a pratica, de um inicio tímido, quase q sem vontade até o grito grosso e agudo, como se mostrasse ao mundo, naquele momento o seu mundo, que ali ainda havia um pássaro. tirando forças e fôlego de um resto de energia q sobrou, até o sol de por, o cansaço impor e o sono de mais um dia, se expor. confesso q ainda n consegui visualizar o dia em q a porta dessa gaiola foi aberta, tentei, mas ou vejo, dias de sofrimento ou o dia de sua redenção, num voou rumo ao nada, mais ao nada na cultura budista, q na verdade é núcleo de todo tudo que construímos.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
bicho do mato
bicho bicho bicho do mato
sou, soul, sou, soul, sou, soul, sou, soul
num canto, conto,
encontro, encanto,
quase sempre calado
pra maioria, um alucinado,
estranho, primata, desd'o primário,
fala cas planta,
troca ideia com seu gato
acorda cedo, aproveita
uns dias, pensamento evolucionário,
n'outro abrigo, prefere ficar entocado
se sente bem na praia
no asfalto, incomodado.
oxum num baim de cachoeira,
rede, verde,
ossaim, conectado
a internet é bagunceira
faz, vida passar mais rápido
não se envolve
desenvolve,consumismo sociável
enxerga nas pessoas
o capitalismo exagerado
do exagero superado
ao equilibrado
nessa balança, com cuidado
busca o seu espaço
pra não cair nas armadilhas
desse mundo imaginário,
nem tudo é cenário
respeito encenado
confundem etiquetas
padronização dos fracos
são influenciados,
pelas regras do estado
online todo mundo é
revolucionário
mais isso são só coisas
pra serem observados
absorvendo mesmo
a energia q vem lá dos astros
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
ah, esse mar...
ah, esse mar
por traz
seu olhar
me faz,
aprumar
embarco...
num barquinho,
velho casco
vaga, vou remando
longe, pelo horizonte
ar
pra respirar,
valorizar, pensar
as vezes o vento vem
seguro as pontas
e quando o vento vai
espero a lua
brilhar
ah, esse mar
minha segunda casa
mesmo que a chuva venha
lacrimejar
é tudo água
deságua
mistura do doce
e salgado,
equilibra
surfistas em pranchas
dropam suas ondas
e nesse barquinho
faço uma canja
viola, papel e caneta
esbanja
salve Iemanjá
seus braços
me alcança
natureza que educa
ensina, enfatiza amar
mesmo quando esse barquinho
balança
um lençol velho
segura o ar
enquanto o gatim, fiel
escudeiro, relaxa e se acalma
com esse horizonte que tá
pra chegar
ah, esse mar
que traz,
seu olhar
me faz inspirar
viajar...
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
quietude
sou quieto e fico no meu canto
quando me vejo tomado pelo incerto
ou envolto de engano
pra uns observar e absorver
acaba sendo um dom
pra mim, depende do dia
do clima e de cada situação
quando me vejo tomado pelo incerto
ou envolto de engano
pra uns observar e absorver
acaba sendo um dom
pra mim, depende do dia
do clima e de cada situação
entre olhares regados,
encontro mensagens
que escondem segredos,
desejos,anseios,
e muita curiosidades
encontro mensagens
que escondem segredos,
desejos,anseios,
e muita curiosidades
n'olhar com brilho,
seco, cisco, vejo vaidade
o ego pulsa, o absurdo
é se olhar pra baixo
seco, cisco, vejo vaidade
o ego pulsa, o absurdo
é se olhar pra baixo
o efeito é um estímulo
dá continuidade,
defeito vira um inimigo,
se abusar da arte
acompanhado ou solitário
restrições não cabe
dá continuidade,
defeito vira um inimigo,
se abusar da arte
acompanhado ou solitário
restrições não cabe
questionamentos
pela mente, passeando
a tarde, a impressão
clara que fico
é s'isso tem verdade
ou é somente uma mentira
inconsciência, sabe?
as vezes é o dom que vira sina
de bobo à maldade.
pela mente, passeando
a tarde, a impressão
clara que fico
é s'isso tem verdade
ou é somente uma mentira
inconsciência, sabe?
as vezes é o dom que vira sina
de bobo à maldade.
o fone alto no ouvido
tem explicação,
além de manter o
equilíbrio,
prende minha atenção
filtrando o que vejo
e sinto, parte da
meditação
no silêncio o abrigo
fecho os olhos
pra buscar o tom
tem explicação,
além de manter o
equilíbrio,
prende minha atenção
filtrando o que vejo
e sinto, parte da
meditação
no silêncio o abrigo
fecho os olhos
pra buscar o tom
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
rima do dia
a rima do dia é dedicada a todos os faladores que passaram, passam e passarão pelo mesmo caminho que "yo". ah..e surpreso tbm com algumas visitas nesse recinto, na verdade era pra ser um blog secreto, mas, utópico seria mantê-lo sozinho nesse mar de redes, por isso, não reparem a bagunça, as faltas de "s" e o constante neologismo. fugir dos padrões, no meu caso, é uma arte ;)
___
"falei que seria assim
eu disse, eu avisei
num lembra? eu sei
o que sempre rola no fim
das conta, eu sei!"
quando começa com esse papo
é automático, vou me achegando para os lados
oposto daqueles que tem mania
de sabedoria plena em tudo
em quase tudo e por todos
a prepotência,
energia carregada
daqueles que pensam
ou acham que pensam
aponta o dedo, opina em
tudo,
atravessão experiências
pra isso resta a intolerância
como consequência,
parcero, se liga a vida tbm
tem suas coincidências,
cê só sabe o q sente e ponto
sim, só eu sei da minha existência
abro caminho pros espíritos
com competência,
respeito, humildade,
tão incluídos nos sentidos
da minha consciência
papo de existência,
reina inconsciência,
sintonizando os megaherts
nessa mais pura frequência
só o que vale é minha competência
maturidade, tipo acumulando experiência,
habilidade
d'individualidade
nessa coletividade
é a minha essência
na fumaça de incenso
me embalo, na viagem
ganjah, os 4 elementos
ativam os 7 chakras
baseado na leitura,
o que penso
mantendo o senso
interpretando a
falta de responsa
no consenso
respeito e penso
por isso valorizo
todo e bom silêncio.
tímido louco
maconheiro
calço o meu chinelo
sou passageiro
no vagão do mundo
e seus mistérios.
___
"falei que seria assim
eu disse, eu avisei
num lembra? eu sei
o que sempre rola no fim
das conta, eu sei!"
quando começa com esse papo
é automático, vou me achegando para os lados
oposto daqueles que tem mania
de sabedoria plena em tudo
em quase tudo e por todos
a prepotência,
energia carregada
daqueles que pensam
ou acham que pensam
aponta o dedo, opina em
tudo,
atravessão experiências
pra isso resta a intolerância
como consequência,
parcero, se liga a vida tbm
tem suas coincidências,
cê só sabe o q sente e ponto
sim, só eu sei da minha existência
abro caminho pros espíritos
com competência,
respeito, humildade,
tão incluídos nos sentidos
da minha consciência
papo de existência,
reina inconsciência,
sintonizando os megaherts
nessa mais pura frequência
só o que vale é minha competência
maturidade, tipo acumulando experiência,
habilidade
d'individualidade
nessa coletividade
é a minha essência
na fumaça de incenso
me embalo, na viagem
ganjah, os 4 elementos
ativam os 7 chakras
baseado na leitura,
o que penso
mantendo o senso
interpretando a
falta de responsa
no consenso
respeito e penso
por isso valorizo
todo e bom silêncio.
tímido louco
maconheiro
calço o meu chinelo
sou passageiro
no vagão do mundo
e seus mistérios.
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